Imperatriz realiza a II Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência
Com o tema “Um olhar através da Convenção da ONU sobre os
Direitos da Pessoa com Deficiência e novas perspectivas e desafios”, foi aberta
na manhã desta quarta feira (23) no auditório da secretaria de saúde, a II
Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, contando com a
presença de diversos representantes de entidades e do poder público municipal e
estadual.
Além dos delegados, serão elencadas nesses dois dias (23 e
24), propostas de políticas públicas municipais e estaduais e para a
conferência nacional. As propostas do Maranhão serão defendidas em Brasília no
mês de julho.
Segundo Dilson Bessa, no Maranhão existem um milhão e
duzentas mil pessoas com deficiência e o número em Imperatriz chega a 15% da
população. Os dados do IBGE ainda estão sendo atualizados e devem ser
ampliados.
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O prefeito municipal, Sebastião Madeira
“Queremos destacar o esforço que nós temos feito em nossa
administração, para dar a maior assistência possível para criar condições para
que as pessoas com deficiência possam ter prioridade.
Na última semana, a prefeitura de Imperatriz realizou um
Seminário sobre Educação Inclusiva com a participação de representantes de 36
municípios.
Os programas da SEDES incluem pessoas com algum tipo de
deficiência, bem como a Secretaria de Saúde. “Nosso governo está voltado para
ajudar as pessoas que por um motivo ou outro têm algum tipo de deficiência”,
afirmou o prefeito Madeira.
Fábio Souza de Carvalho, defensor público do Estado do
Maranhão
A temática da palestra do dr. Fábio Souza de Carvalho foi
apresentar um olhar novo a respeito da Convenção dos Direitos da Pessoa com deficiência, afim
de que os valores e os princípios que nortearam a Convenção, possam também estar
presentes na s interpretações tanto dos fatos quanto das leis internas pelos
destinatários da própria Convenção, quanto daqueles que devem dar cumprimento a
ela.
A Convenção ainda é muito pouco conhecida em Imperatriz. Nós
ainda não temos dentro de uma construção das idéias de direitos humanos, um
hábito de utilizar os instrumentos internacionais, que por sinal foram
internados aqui no Brasil.
A questão da educação inclusiva, por exemplo, que é um tema
da Convenção Internacional dos Direitos Humanos, é algo muito pouco aplicado.
Em Imperatriz, existem escolas de excelência para surdos/mudos, quando na
verdade estas pessoas deveriam estar incluídas em todas as salas de aula e não
necessariamente tratadas de forma diferenciada numa escola separada.
Esses valores ainda não foram interagidos com o poder
público e com aqueles que devem dar cumprimento à convenção.
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