Programa de
jovens em situação de vulnerabilidade é parte das grandes ações sociais de
Imperatriz
Em
agosto de 2011 foi iniciado um projeto da prefeitura de Imperatriz,
desenvolvido com recursos do Ministério da Justiça e do Governo Federal chamado
Protejo, com o objetivo de capacitar jovens considerados em situação de risco.
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Com base nas instalações do Estádio Frei
Epifânio,
os coordenadores Eline Oliveira e Ciro Rodrigues desenvolvem um
grande trabalho social
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“O
grupo está aqui há 7 meses e grande parte desses jovens já conseguiu espaço na
comunidade, porque aqui eles já aprenderam desde a relação social, desde a
relação interpessoal com eles mesmos e com o grupo, para que eles possam
conviver bem na comunidade”, afirma Eline Oliveira, coordenadora do projeto no
município. Segundo ela, “nesse momento eles já estão vivenciando, tendo
atitudes comportamentais melhoradas em função deste trabalho que nós estamos
fazendo aqui”.
“Nós
entendemos até, que em um ano, você não tem condições de transformar um ser
humano, mas tem condições de levar até ele um pouco mais de entusiasmo, de
auto-estima, de conhecimento para que ele tenha condições de enfrentar as
questões sociais que ele encontra no dia a dia”, afirma Eline Oliveira.
A
partir dos meses de março e abril, foi iniciado o processo mais direcionado
para a capacitação em si. A formação mais específica, é voltada ao conhecimento
da informática, ao conhecimento da manutenção do computador, ao conhecimento do
empreendimento, mostrando de modo real como estes jovens poderiam estar na
comunidade com um negócio seu ou junto de uma empresa qualquer.
Algumas
pessoas já optaram por fazer o seu plano de negócios. Eles querem ter um
direcionamento, querem focar algo para montar na comunidade, negócios como
salão de beleza, venda de confecção, venda de bijuteria, etc. Para isso, o
programa deu para eles todo um respaldo na área de música, teatro, dança, etc.
Tudo
isso, esses alunos já receberam ou estão recebendo. Esportes, momentos de lazer
e descontração. “Aqui é um aprendizado que eu digo sempre que apesar de toda
uma experiência de vida, nós estamos vivendo um momento novo, tendo que colocar
numa única sala, pessoas com níveis de escolaridade totalmente diversificados.
Mesmo assim, juntos, eles falam uma mesma linguagem. Claro que cada um entende
á altura do seu conhecimento”, afirmou Eline Oliveira.
Por
outro lado, os jovens do protejo não se sentem em nenhum momento marginalizados
por terem tido problemas sociais muito sérios e nem discriminados. Esse é o
grande mote desse programa. “Alguns jovens vêm de situações difíceis de
criminalidade e nem por isso, somos temerosos, mas no fundo, ficamos
preocupados, porque ele tem família e pretende fazer família”, alerta Eline
Oliveira. Nesse caso, o ensinamento do Protejo é uma orientação voltada para
formar melhor o cidadão e essa formação atinge todo contexto, tanto do
conhecimento, quanto espiritual.
O
propósito do Protejo é realmente ajudar o jovem a viver melhor na sociedade. A
idéia é: “se cada um fizer a sua parte, com certeza, todos nós faremos uma
Imperatriz melhor”.
Todos
os dias a gente ouve discussões sobre índice de violência, criminalidade,
assalto, todo tipo de agressão ao ser humano, ao trabalhador, àquelas pessoas
que lutam por uma vida inteira e de repente, por um único deslize, uma única
palavra, sua vida é tirada em função de pessoas que não têm equilíbrio e estão
aí apenas para saquear a vida do homem.
“Espero
que a prefeitura, como uma instituição pública e séria, que tem feito um
trabalho digno para nós enquanto moradores de Imperatriz, de respeito
inclusive. Esse é mais um trabalho que a administração pública hoje na pessoa
do prefeito Sebastião Madeira tem desenvolvido, e nós temos a certeza de
estarmos contribuindo para o benefício dessas famílias, porque na verdade, um
jovem que sai de uma família com problemas, ele vai gerar problemas para a
sociedade.
O
protejo engloba 150 famílias num projeto muito objetivo. Imperatriz é um
exemplo para outros municípios que não desenvolvem este trabalho. A questão é
que a violência existe, a marginalidade é óbvia. Hoje são estes jovens, amanhã
poderão ser outros. Trabalhos concretos como o protejo estão aí para fazer uma
comunidade melhor para todos.
Na
equipe do protejo estão 15 colaboradores do Instituto Convergência, que executa
o programa. Os demais colaboradores são funcionários do município de
Imperatriz. Além do contrato que existe entre a prefeitura e o instituto,
existe a parceria entre os dois órgãos para que o protejo possa ir muito além
dos seus objetivos.
A
equipe está trabalhando com 150 jovens de diferentes bairros de Imperatriz, diferentes
regiões, oriundos de diversas entidades de Imperatriz, como Funac, Creas, Cras;
jovens que vivem em situação de risco no município. Enfim, é uma equipe que os
próprios alunos classificam como família para eles. O Protejo é como uma
segunda família para estes jovens.
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