Secretaria
de Saúde promove capacitação utilizando testes rápidos para diagnóstico de HIV,
Hepatites e Sífilis
| A coordenadora do DST AIDS, Venúzia Milhomem |
O
Ministério da Saúde lançou também o teste rápido para sífilis e hepatite B e C,
no sentido de, primeiro ter um diagnóstico precoce e segundo, viabilizar a
demora na entrega de resultados, principalmente em relação à gestante, por
causa da necessidade do cuidado com a transmissão vertical do HIV e da Sífilis
e também, com relação ao grande número no Brasil inteiro de sub-notificação e
sub-diagnóstico de hepatite, que é uma doença silenciosa e importante de ser
diagnosticada. Como teste rápido, isso vai facilitar bastante.
Esta
é uma parceria feita com a Atenção Básica, inicialmente o serviço será implantado
em nove Postos de Saúde. Todas as equipes serão treinadas e o Ministério da
Saúde vai receber e expedir a notificação e certificação para os profissionais.
“Estamos realizando este treinamento com a Alda, a Elisângela e o Marcelino,
que são capacitados pelo Ministério da Saúde para serem os multiplicadores
desse treinamento. Somente eles podem repassar, porque têm a certificação do
Ministério da Saúde”. Posteriormente serão disponibilizados os kits e aí será
organizada toda a logística. Dentro do Programa Municipal já foram repassadas
quatro geladeiras para a Atenção Básica, bem como cadeiras de coleta.
Segundo
a coordenadora do DST AIDS, Venúzia Milhomem, “a parceria com a Atenção Básica
é de suma importância, até mesmo porque o Projeto Cegonha exige a questão da
testagem do HIV e de Sífilis. Além disso, são muito bons os resultados em
relação ao controle da transmissão vertical em Imperatriz, por via do excelente
trabalho que a Atenção Básica faz em encaminhar a gestante para fazer o teste
no serviço de DST AIDS nas terças, quartas e sextas feiras”. O teste também
pode ser feito no Hospital Regional, com coletas todos os dias. O material
então é enviado para o DST AIDS, onde é realizado o teste de fato.
O Materno Infantil, que funciona no Hospital
Regional é uma parceria com o município de Imperatriz. Ali funciona um
ambulatório e na maternidade é onde ocorre o controle da transmissão vertical
tem que estar ali. É ali que a gestante recebe os anti-retrovirais durante o
pré-natal, no momento do parto, o bebê toma a medicação nas primeiras horas e
assim, com todas essas precauções, a probabilidade de contaminação cai de 0 a
2%. “Nós temos bons resultados nesse sentido. Hoje nós ainda temos crianças com
AIDS, mas são crianças que chegaram ao ambulatório com mais de dois anos,
quando já não há mais o que fazer, e muitas vezes estas são crianças oriundas
de outros municípios. Queremos que todos sejam multiplicadores e quando vemos
uma gestante na rua, queremos que ela faça o teste HIV, porque isso impede que
o bebê tenha o vírus”, enfatizou Venúzia Milhomem.
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