Secretaria de Saúde promove capacitação utilizando testes rápidos para diagnóstico de HIV, Hepatites e Sífilis

A coordenadora do DST AIDS, Venúzia Milhomem

             O evento aconteceu nestes dias 29 e 30 de maio, com o objetivo de capacitar profissionais para o teste rápido para HIV, Hepatite B e C e Sífilis. No momento, os maiores contemplados são as gestantes, porque para o Ministério da Saúde, o ideal é que na primeira consulta esta paciente já vá ao posto de saúde e tenha a oportunidade com o enfermeiro e que ele faça este teste, que caso seja positivo, as seqüelas que podem ocorrer sejam diagnosticadas o mais rápido possível.
O Ministério da Saúde lançou também o teste rápido para sífilis e hepatite B e C, no sentido de, primeiro ter um diagnóstico precoce e segundo, viabilizar a demora na entrega de resultados, principalmente em relação à gestante, por causa da necessidade do cuidado com a transmissão vertical do HIV e da Sífilis e também, com relação ao grande número no Brasil inteiro de sub-notificação e sub-diagnóstico de hepatite, que é uma doença silenciosa e importante de ser diagnosticada. Como teste rápido, isso vai facilitar bastante.
Esta é uma parceria feita com a Atenção Básica, inicialmente o serviço será implantado em nove Postos de Saúde. Todas as equipes serão treinadas e o Ministério da Saúde vai receber e expedir a notificação e certificação para os profissionais. “Estamos realizando este treinamento com a Alda, a Elisângela e o Marcelino, que são capacitados pelo Ministério da Saúde para serem os multiplicadores desse treinamento. Somente eles podem repassar, porque têm a certificação do Ministério da Saúde”. Posteriormente serão disponibilizados os kits e aí será organizada toda a logística. Dentro do Programa Municipal já foram repassadas quatro geladeiras para a Atenção Básica, bem como cadeiras de coleta.
Segundo a coordenadora do DST AIDS, Venúzia Milhomem, “a parceria com a Atenção Básica é de suma importância, até mesmo porque o Projeto Cegonha exige a questão da testagem do HIV e de Sífilis. Além disso, são muito bons os resultados em relação ao controle da transmissão vertical em Imperatriz, por via do excelente trabalho que a Atenção Básica faz em encaminhar a gestante para fazer o teste no serviço de DST AIDS nas terças, quartas e sextas feiras”. O teste também pode ser feito no Hospital Regional, com coletas todos os dias. O material então é enviado para o DST AIDS, onde é realizado o teste de fato.
 O Materno Infantil, que funciona no Hospital Regional é uma parceria com o município de Imperatriz. Ali funciona um ambulatório e na maternidade é onde ocorre o controle da transmissão vertical tem que estar ali. É ali que a gestante recebe os anti-retrovirais durante o pré-natal, no momento do parto, o bebê toma a medicação nas primeiras horas e assim, com todas essas precauções, a probabilidade de contaminação cai de 0 a 2%. “Nós temos bons resultados nesse sentido. Hoje nós ainda temos crianças com AIDS, mas são crianças que chegaram ao ambulatório com mais de dois anos, quando já não há mais o que fazer, e muitas vezes estas são crianças oriundas de outros municípios. Queremos que todos sejam multiplicadores e quando vemos uma gestante na rua, queremos que ela faça o teste HIV, porque isso impede que o bebê tenha o vírus”, enfatizou Venúzia Milhomem.

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